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Por desinformação, metade das pessoas com diabetes não sabe que tem a doença

De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), mais de 14 milhões de brasileiros convivem com a doença que é responsável pelo aumento da glicose no sangue e capaz de provocar cegueira, insuficiência renal, amputação e impotência sexual.

Apesar dos perigos, a detecção precoce e o controle adequado da condição pode ajudar a evitar todas essas complicações. Porém, o maior desafio está na falta de diagnóstico: estima-se que metade dessas pessoas com diabetes não sabe que tem a doença.

“É uma doença totalmente silenciosa, não há sintoma. Então, a pessoa precisa fazer exames para ter certeza se tem”, afirmou o diretor da SBD Márcio Krakauer.

A falta de acesso à atendimento de qualidade e rápido também ajuda a diminuir os cuidados com a saúde o que, consequentemente, influencia na falta de controle da doença. 

A endocrinologista Cassandra Pauperio afirma que a dificuldade de conseguir atendimento especializado de qualidade colabora para que a identificação da doença seja inibida. “Nem todo mundo tem acesso fácil ao sistema de saúde para a realização de exames que podem identificar a condição. Quem não tem plano de saúde depende do SUS, e por conta da demora para conseguir ser atendido, o paciente acaba recorrendo ao médico apenas em casos emergenciais. Aí não dá para fazer a prevenção.”

A maioria dos sintomas aparecem tardiamente, quando a situação já está avançada – o que compromete o tratamento. “Quando a glicose está alta por muitos anos, podem aparecer alguns poucos sintomas, como excesso de sede, aumento do apetite, perda de peso, infecções urinárias", completou Krakauer.

Cuidando da saúde

Para quem já tem o diagnóstico da doença, o tratamento é feito a partir de medicações de uso oral e opções injetáveis, como a insulina. Há vários tipos de insulina no mercado, algumas de ação rápida, outras de ação lenta, e a combinação delas são necessárias em alguns casos.

Os pacientes devem fazer uma dieta com carboidratos complexos (farinha integral e sem açúcar), perder peso quando for o caso e realizar atividades físicas, tanto aeróbicas quanto anaeróbicas. 

“Para melhorar a frequência e a qualidade física na prática diária, sempre recomendo uma atividade que seja prazerosa e adaptada à rotina diária, ou seja, mude o meio ambiente para mudar o comportamento. Outra maneira de estimular a atividade física é convidar amigos ou familiares e traçar metas realistas de desempenho pessoal, como correr uma prova de 10km, por exemplo”, incentiva Zilli.

Evitar hábitos que prejudicam a saúde, como ingestão de álcool e tabagismo pode colaborar para prevenir ou retardar a doença tipo 2, e evitar complicações como cegueira, insuficiência renal, ataque cardíaco, acidente vascular cerebral e amputação de membros inferiores, uma das principais consequências do diabetes.

 

Fonte: http://saude.ig.com.br/2017-11-14/diabetes.html

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